Riscos jurídicos na oferta do Wi-Fi gratuito podem afetar empresas

Os estabelecimentos comerciais que oferecem acesso wireless gratuito à Internet, em suas instalações físicas, precisam tomar medidas preventivas para evitar possíveis crimes contra terceiros a partir de suas redes pois, além do prejuízo à imagem, correm o risco de responder na justiça, civilmente.

Quem afirma é o advogado Rony Vainzof, sócio do Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Advogados Associados. Segundo ele, o risco existe e é ainda maior se ficar comprovada a negligência ou imprudência por parte de quem provê o acesso, diz o advogado. Se a empresa deixar de identificar os autores dos atos ilícitos, por exemplo, deixando de cumprir seu dever de guarda do registro de conexão por um ano, conforme definido pela lei.

Termo de uso

Segundo Vainzof, é fundamental que os estabelecimentos utilizem um “termo de uso”, antes da liberação do acesso à Internet, dando meios de identificar os respectivos usuários, mediante autenticação, e aceitação formal. “O estabelecimento pode ser acionado na justiça e ficar em situação bastante vulnerável caso não disponha dos dados como o histórico dos acessos, e as identificações eletrônicas dos usuários visitantes”, afirma o advogado.

Fernando Neves, especialista em redes sem fio e presidente da empresa de tecnologia AirTight, diz que a grande maioria das empresas que oferecem esse tipo de acesso empregam tecnologias residenciais, com um nível de segurança elementar, e sem qualquer documentação eletrônica que possa ser repassada às autoridades, em caso de investigações sobre incidentes.

“A estrutura de rede de um restaurante, ou escola, pode ser o ambiente ideal para que um cibercriminoso acesse dezenas de aparelhos celulares ou tablets dos frequentadores para o roubo de dados ou operações fraudulentas e, o que é pior, para realizar ataques em massas sem risco de ser identificado”, afirma o executivo.

Risco em Guarulhos

Recentemente, a AirTigh realizou testes de segurança em dezenas de aeroportos em vários países e constatou enormes vulnerabilidades que põem em risco os usuários de suas redes públicas. No caso do Aeroporto de Guarulhos, o maior do Brasil, em uma hora de varredura, a empresa afirma ter detectado dezenas de aparelhos suspeitos realizando acessos clandestinos a dados de usuários.

“Ao atingir um smartphone de uso pessoal, o hacker pode introduzir links maliciosos no aparelho que, mais tarde, o colocarão em contato com a rede corporativa da empresa em que o usuário trabalha, maximizando os lucros do criminoso e os prejuízos das vítimas”.

A AirTight Networks é especializada em soluções de segurança para ambientes de rede sem fio.  Suas plataformas oferecem análises qualitativas e quantitativas de acesso, gerenciamento e gestão de visitantes. Inovadora no uso seguro de redes sem fio, possui patentes mundiais para a classificação e identificação automática de dispositivos.

fonte: ComputerWorld